CBR - Confederação Brasileira de Remo

 

Remo Nacional

Técnicas de remo incentivam mais presença feminina no esporte

Boas notícias para remo no Dia Internacional da Mulher de 2018: o número de remadoras aumentou 26% em relação ao ano passado. Em 2017, havia 359 mulheres registradas no Sistema Integrado de Remo, banco de dados nacional da Confederação Brasileira de Remo. Atualmente, são 454 atletas mulheres remando em todo o Brasil.

Dia Internacional da Mulher - Confederação Brasileira de Remo
Ainda há muito espaço para este número aumentar, pois o total de remadoras corresponde apenas a 25% de todos os atletas cadastrados na CBR. No Brasileiro de Barcos Curtos deste ano, são 39 atletas inscritas nas provas femininas, a maioria delas nas categorias de base. Serão 15 remadoras Júnior e 8 remadoras Sub 23 que podem se tornar campeãs e incentivar a participação de mais mulheres nos clubes e nas competições de remo.


MULHERES EM CARGOS DE LIDERANÇA NO REMO
Um fator que contribui para o aumento de remadoras nos clubes é a presença de treinadoras de remo. Atualmente, são cinco mulheres cadastradas na CBR de um total de 90 técnicos. Marilene Barbosa, treinadora de remo do C.N.R. São Salvador (BA), conta que assumiu a função por acaso: “meu treinador saiu e passou para mim, foi um susto!”

Marilene começou a treinar por influência do irmão, que era um ótimo remador, e hoje lidera mais de 50 atletas em seu clube. Ela acredita que muitas mulheres desistem do esporte por consideraram o remo muito sacrificante, “nem todas aguentam, é muito pesado.” Mesmo assim, Marilene recomenda o remo como ótimo aliado para a saúde.

Marilene Barbosa, Técnica de Remo do Clube São Salvador, Bahia
Marilene Barbosa com as quatro medalhas que ganhou no Brasileiro Máster de 2017

Vanessa Varga, técnica de remo do Esporte Clube Pinheiros (SP), também acredita que as exigências do remo podem afastar as mulheres do esporte. “O remo é uma modalidade relativamente pesada, o treinador passa por situações que requerem força física, domínio de ajustes de barcos, exposição ao tempo, sol, chuva, muitas viagens... Acredito que isso tudo ainda é visto como algo mais masculino,” explica Vanessa.


ENTREVISTA COM VANESSA VARGA
Vanessa Varga iniciou no remo como atleta, atraída pelo nível de esforço, competitividade, espírito de equipe e união que o remo apresenta. Quando parou de treinar, cursou Educação Física já com a intenção de trabalhar com a modalidade. Foi estagiária do Clube Bandeirante (SP) e hoje treina a equipe do remo do Pinheiros.

CBR: O que você indica para as mulheres que gostariam de ser treinadoras de remo?
VANESSA: Indico muita perseverança! O remo é uma modalidade que exige muita dedicação, conhecimento técnico, envolvimento e tempo. Quem quer trabalhar nesta modalidade precisa estar disposta a ter todo este tipo de doação. Para ser uma treinadora é necessário ser muito determinada, organizada, disciplinada e principalmente amar o que faz.

Vanessa Varga, Técnica de Remo do Esporte Clube Pinheiros, São Paulo
Vanessa Varga (centro) com os atletas Luiz Felipe Faria e Vitória Larissa Villas Boas durante o Acampamento FISA de Desenvolvimento de Remo, em 2017, na Colômbia

CBR: Por que você acha que o número de mulheres no remo no Brasil ainda é baixo?
VANESSA: O remo é uma modalidade relativamente pesada, o treinador passa por situações que requerem força física, domínio de ajustes de barcos, exposição ao tempo, sol, chuva, muitas viagens... Acredito que, ainda, isto tudo é visto como algo mais masculino. Também acho que nem todos os clubes estão abertos a trabalhar com mulheres, por outro lado, acho que são poucas as mulheres que querem realmente se dispor à demanda do remo.

CBR: Algum outro comentário sobre o remo feminino?
VANESSA: Fico muito feliz com a evolução feminina no remo. Quando comecei a trabalhar em 2009 no Esporte Clube Pinheiros, eu era a única mulher e assim fiquei por muitos anos. Isso começou a mudar por volta de 2015, hoje aqui em São Paulo temos pelo menos uma treinadora mulher em cada clube.


IGUALDADE DE GÊNERO NO REMO
No remo, a forma de treinamento e os equipamentos são iguais para homens e mulheres. Os ajustes feitos correspondem a características físicas de cada atleta. No remo paralímpico, as categorias PR2 (tronco e braços) e PR3 (pernas, tronco e braços) permitem a formação de barcos duplos mistos. Na categoria Máster, também existem barco mistos.

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Nos campeonatos mundiais e Jogos Olímpicos, as provas são separadas por sexo. Como parte do projeto para promover a igualdade de gênero, as provas de remo das Olimpíadas de Tóquio em 2020 contarão com um número igual de atletas homens e mulheres. O remo feminino faz parte dos jogos olímpicos desde 1976, mas foi apenas em 1985 que as provas femininas começaram a ser disputadas na distância de 2000 metros.

Crédito das imagens: Satiro Sodré, Arquivo Pessoal

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