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Nebar: Conheça a nutricionista endorfinada, Erika Santinoni


Influenciada pelo pai, a Nutricionista do Nebar, Erika Santinoni, começou no remo. A vontade dela era de competir em algo. "O esporte me ajudou muito. Eu era muito tímida, tinha vergonha de espirrar em sala de aula", conta. As vitórias vieram e a segurança e autoestima cresceram.

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Erika descobriu nela, através do remo, uma competitividade extrema e confiança para buscar mais dentro e fora das raias. Afinal, quem não gosta de ganhar? Logo que se formou na UFRJ, o convite para o mestrado veio e uma proposta de trabalho da CBR, através do preparador físico Julio Noronha.

"O Julio me convidou para trabalhar em uma equipe multidisciplinar com os atletas de alto rendimento da Seleção. Eu aceitei e fiz a minha dissertação em cima do trabalho desenvolvido na Confederação", explica a Nutricionista. Nessa época, a então remadora foi aconselhada a se afastar das regatas como atleta por um possível conflito de interesse.

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Ela não para! Então, Erika migrou para o Triátlon. "Eu não gosto de nadar, mas a modalidade era desafiadora e amo correr", comenta. Com o tempo passando, a atleta migrou para correr maratonas. O amor pelo esporte é tanto que, desde que sua filha nasceu, a nutricionista compete empurrando o carrinho com a sua companheira de treinos e corridas.

A vida endorfinada de Erika nunca a impediu ou fez com que ela se afastasse do remo. Sempre praticando o esporte, a competição e o alto rendimento são um caminho sem volta, a dedicação e disciplina também são marcas em sua carreira profissional. Afinal, lá se vão 22 anos atendendo no consultório como nutricionista e oito anos trabalhando no exército como militar temporária na Policlínica da instituição.

Dividindo sempre o seu tempo entre estudos, trabalho e treinamentos, Erika é amiga do pódio, mas das diversas vezes que ela ganhou uma medalha, duas experiências a marcaram. Uma das vezes foi em um campeonato brasileiro ao lado de Marilene Barbosa, treinadora do Nebar no polo da Bahia, no double skiff peso leve.

2x vice brasileiro

"Foi o nosso melhor desempenho e eu senti que ninguém colocava fé que iriamos tão longe. Um quarto lugar seria bom, mas buscamos por mais e conseguimos a medalha de prata! A gente sempre pode ir além do que achamos, o remo me ensinou isso", comenta Erika.

A segunda vitória marcante foi em uma prova em que a atleta tinha apenas seis meses de remo. "Tiramos primeiro lugar e foi minha primeira experiência competindo na voga. Lembro que fomos muito provocadas pelas adversárias que desmereceram o nosso barco, que era de madeira! Fiquei enfurecida com as meninas do outro barco e ganhamos! "Ressalta a então remadora.

Mesmo se afastando das competições de alto rendimento, Erika voltou às raias na categoria Master e acumula os títulos de campeã sul-americana e Mundial. Para quem acha que a vida endorfinada da Nutricionista tem férias, está enganado! Nem durante a sua gravidez a remadora parou com os seus treinamentos!

Corrida, pilates, ergômetro (na véspera de sua filha nascer) foram algumas das performances de Erika durante a sua gestação. Claro, que tudo acompanhado de perto por seus médicos! Hoje, a atleta divide sua filosofia de vida e práticas saudáveis de alimentação com sua filha, que acompanha a mãe em treinamentos e começa a dar suas primeiras remadas e passinhos nas corridas. Quem sabe a gente não vai ter uma Erika II, a missão, em breve, nas raias de remo e maratonas?

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Vida endorfinada no Nebar: Quando o assunto é trabalho, Erika apresenta o mesmo amor e disciplina de sua vida esportiva. Sua paixão pela nutrição e a certeza de que pode ajudar atletas a ter um melhor desempenho é evidente para os que conversam com ela.

O primeiro passo, após as inscrições feitas e o grupo de remadores do Nebar definido, e utilizar seus conhecimentos teóricos práticos para avaliar os atletas e fazer palestras para uma educação alimentar mais adequada com dicas de como desenvolver mais saudável dentro da modalidade, aprimorando a desempenho esportivo.

"O trabalho é multidisciplinar. Auxiliar os profissionais de cada polo e tentar buscar parcerias. O mais importante é sempre focar na educação alimentar dos atletas e como isso influência diretamente o rendimento esportivo deles. Quando tivermos os polos nacionais ou visitando os polos estaduais, vamos fazer uma avaliação antropométrica individual de cada remador e acompanhar seu desenvolvimento a partir disso", explica Erika.

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A antropometria é a medida das dimensões físicas de uma pessoa. Dessa forma, inclui peso, circunferência abdominal, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), percentual de gordura e índice de padrão de crescimento.

Erika Santinoni leva para sua vida a frase "você é aquilo que você come" e esbanja energia e disciplina em tudo que faz. No Nebar não vai ser diferente. Os remadores que participarem dos polos vão ter uma nutricionista apaixonada pelo esporte, especialista em alto desempenho, entusiasta da vida endorfinada e disposta a colaborar e desenvolver um trabalho em equipe.

Nebar: Conheça um pouco da história de Roque Zimmermann, Coordenador Nacional do Nebar e treinador do Clube Náutico America.


Roque Zimmerman: Preparando futuros cidadãos através do remo

O Nebar é um projeto do Governo Federal que atende diversos jovens das categorias de base em modalidades variadas. No Remo, teremos cinco polos  com treinadores localizados nesses estados (Santa Cataria, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro), mas outros três  profissionais vão atender a todos os núcleos.

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O Coordenador do Projeto Roque Zimmermann, a Nutricionista Erika Santinoni e o Fisioterapeuta Rafael Jacob estarão dividindo os seus trabalhos entre os cinco núcleos, cada um em sua especialidade. Vamos conhecer cada um deles, um pouco melhor?! 

Começamos pelo Coordenador Nacional do Nebar e Treinador no Náutico América, Roque Zimmermann!

Amor que passa de pai para filho: A história de Roque Zimmermann, treinador do Esporte Clube América de Blumenau e Coordenador Nacional do Nebar, começou em sua infância quando seu pai, Walfrid Zimmermann, já remava. "Meu pai tem 69 anos e rema há mais de 50. Ele me levava para a garagem de barcos do clube e tudo foi muito natural. Lembro que comecei a remar com nove anos", conta Roque.

Só depois de alguns anos que o então atleta começou a competir. Após passar pelas categorias de base e seguir treinando, em 2013, veio o primeiro resultado de destaque internacional de Roque: o vice-campeonato sul-americano, defendendo a seleção brasileira. No mesmo ano, o remador participou de duas Copas do Mundo. " Essas foram as maiores experiências que tive no remo. As Copas do Mundo abriram meus olhos, vi o cenário mundial, remar ao lado de atletas que eram grandes nomes do esporte. Foi fantástico!", enaltece o Coordenador Nacional do Nebar.

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Enquanto defendia as cores do Brasil e do America, Roque Zimmermann buscava se aprimorar fora das raias de remo também. Em 2009, o atleta se formou em Educação Física. Antes mesmo da graduação, o remador treinava as categorias de base do America desde 2007, como auxiliar técnico.

Foram 10 anos atuando como treinador auxiliar, sempre treinando os atletas mais jovens. " As categorias de base são uma predileção minha. Eu gosto muito de formar atletas e ver que alguns remadores, que passaram por mim, chegaram ao alto rendimento, é muito bacana, mas principalmente, que usaram ferramentas aprendidas no esporte para ter sucesso nas suas vidas", explica Roque.

Disciplina, autocontrole, responsabilidade, foco, inteligência emocional são algumas das ferramentas necessárias para ter sucesso dentro e fora das raias de remo. Para Roque, construir o atleta vai muito além da remada. Apesar da ênfase que o treinador coloca na técnica e principalmente na construção de uma base positiva e saudável para que os remadores possam se desenvolver e chegar bem nas categorias principais, sem queimar etapas e sem estarem desgastados.

Após a graduação na faculdade e entre os treinamentos e trabalho no América, Roque buscou ainda mais conhecimento na área. Depois da pós-graduação, o então auxiliar técnico fez o curso da Academia Brasileira de Treinadores (ABT), que é o programa de formação e certificação de profissionais para atuarem como treinadores de alto rendimento no Instituto Olímpico Brasileiro.

"O ABT abriu realmente a minha mente. Valeu muito a pena, foi como um mestrado. Aplico e uso os conhecimentos adquiridos lá e me ajudou a definir, que caminho eu deveria seguir no ano seguinte e com a minha carreira", comenta Roque. Em 2018, o treinador assumiu a responsabilidade como técnico principal do América.

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Reflexo da mentalidade de Roque Zimmerman como treinador é a história no esporte de diversos atletas formados no América. Entre eles, o remador Daniel Passold Filho, campeão sul-americano de single skiff em 2023, na categoria júnior. "O Daniel chegou no remo devido a um amigo. O desenvolvimento dele veio naturalmente na palamenta simples e depois na dupla. Primeiro brasileiro dele foi no dois sem timoneiro, mas depois, por falta de parceiro, ele foi para o skiff onde se tornou destaque. Ele, como atleta, busca o alto rendimento", explica o treinador.

Apesar da troca entre atleta e remador ser importante, Roque Zimmermann enfatiza que tudo tem que ser bem monitorado. " Aquela linha tênue entre o desgaste e a fadiga e a formação devida de remada e acompanhamento do desenvolvimento do atleta", afirma o treinador.

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Coordenação Nacional: Como coordenador nacional do Nebar, Roque Zimmermann tem um desafio enorme à sua frente. Além de ser o treinador do Polo de Blumenau,  ainda tem que disseminar os treinos em outros estados e acompanhar o desenvolvimento dos atletas.

Focar nos núcleos é prioridade, mas Roque quer ir além. "Estamos sempre dispostos a ajudar atletas e treinadores que não participem do Nebar por estarem fora dos estados em que os polos atuam", afirma o Coordenador. O objetivo é formar remadores com a base bem construída para performar nas categorias principais de alto rendimento, de aumentar o volume de atletas nos polos em que o Nebar atua. Aumentando a quantidade sem perder a qualidade.

 

Nebar: Núcleo de Esporte de Base para o Alto Rendimento inicia seus trabalhos em cinco estados


Com a missão de apoiar a formação de novos atletas e garantir a renovação em alto nível do país para os próximos ciclos olímpicos, o Núcleo de Esporte de Base para o Alto Rendimento (NEBAR) de Remo teve seus novos integrantes escolhidos. A iniciativa pretende manter elevar a modalidade com um trabalho focado no alto desempenho de nossos jovens atletas.

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O núcleo tem o objetivo de garantir uma transição dos atletas da base para o alto rendimento.

No Remo, o NEBAR é realizado por meio de parceria entre a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério dos Esportes, Marinha do Brasil, Secretaria de Esportes do Rio de Janeiro, Comitê Olímpico Brasileiro e Confederação Brasileira. Além da ajuda, iniciativa e apoio incansável do Senador Carlos Portinho. A ideia é dar as melhores condições de treinamento aos jovens atletas.

O Nebar vai atuar em cinco estados diferentes no Brasil, três deles na região nordeste do país: Santa Catarina, Rio de Janeiro, Sergipe. Bahia e Rio Grande do Norte. Uma equipe multidisciplinar foi escolhida, por edital, para atuar à frente deste importante projeto que já é realidade vitoriosa em diversos esportes olímpicos no Brasil.

Os trabalhos do Nebar já começaram, tendo o treinador Roque Zimmermann à frente do projeto como Coordenador Nacional, Rafael Jacob como fisioterapeuta e Erika Santinoni como Nutricionista. Nomes conhecidos da comunidade do Remo e com vasta experiência em suas áreas. Outros quatro treinadores vão atuar em seus respectivos estados.

Os objetivos do Nebar sao: aumentar o nível técnico dos atletas, capacitar treinadores e outros profissionais envolvidos, difundir a modalidade, garantir que os atletas das categorias de base tenham um treinamento que se aproxima da rotina dos atletas de alta performance, mantendo-os sempre motivados e condicioná-los para competições nacionais e internacionais.

CBR e Marinha formam a primeira turma de treinadores de Remo Costal


No mês de janeiro, a Confederação Brasileira de Remo, em parceria com o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), coordenou o primeiro curso para formação de Treinadores de Remo Costal do País. As aulas foram ministradas pelo professor Edson Salles. Dezessete militares foram capacitados nas disciplinas: regulagem e manutenção de embarcações, técnica do movimento da remada e Treinador (nível 1).

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O Remo Costal, mais nova modalidade olímpica, entrou para o Programa dos Jogos de Los Angeles 2028 e nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2026 no Senegal, no formato de "Beach Sprint". A nova modalidade conta ainda com competições de Travessia (Endurance).

Em parceria com a CBR, a Marinha do Brasil busca fomentar a prática em projetos de base, como Programa Forças no Esporte, capacitar profissionais técnicos, desenvolver  novos talentos esportivos para o Alto Rendimento que possam integrar o  Programa Olímpico da Marinha (Prolim).

O Prolim, que conta com oito remadores de alto rendimento entre os seus atletas, tem a finalidade de promover o desenvolvimento do esporte nacional, com ênfase nos esportes náuticos e aquáticos, a fim de contribuir para transformação do Brasil numa potência olímpica, fortalecer a mentalidade marítima e projetar a imagem da Instituição.

PBO: Prêmio corou os melhores do ano em celebração no Rio de Janeiro


A 24ª edição do Prêmio Brasil Olímpico corou os melhores atletas do país na temporada 2023. A cerimônia promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) foi realizada na Cidade das Artes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta sexta(15).

PBO2023 vencedores

No Remo, o grande vencedor da noite, foi Lucas Verthein Ferreira(Botafogo). O remador fez uma temporada brilhante, quebrando um jejum de 36 anos da modalidade, trazendo a tão sonhada medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos. Conquista esta inédita em sua prova o single skiff masculino (M1x).

Lucas ainda liderou o ranking nacional durante as seletivas, conquistando importantes colocações em competições internacionais ao longo do ano e ganhou quatro medalhas de ouro durante o CBI Unificado de Remo, tendo 100% de aproveitamento em suas provas.

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Sempre focado nos desafios do ano seguinte, Lucas, logo após a conquista da medalha de ouro Pan-Americana, já falava nos planos para a classificação olímpica de Paris e melhorar seu desempenho durante mundiais e Copas do Mundo. O remador é campeão sul americano de Remo e conquistou a medalha de bronze em 2016 no Mundial da World Rowing, realizado na Holanda.

In memoriam: Em um momento de celebrar a história e vida de grandes personalidades do esporte que nos deixaram em 2023, o Comitê Olímpico Brasileiro fez uma linda homenagem aos atletas olímpicos José Carvalho e Nilton Alonço, o Gaúchinho.

O prêmio Brasil Olímpico fez menção também ao desempenho do Brasil nos Jogos Pan-Americanos. Realizados em Santiago, no Chile. A equipe conquistou 205 medalhas e terminou em segundo no quadro geral. No torneio, os atletas brasileiros garantiram 40 vagas para as Olimpíadas. A temporada 2023 foi um aquecimento para o ano dos Jogos de Paris 2024 .

CPB: Prêmio Paralímpicos 2023 homenageia os melhores do ano em São Paulo


O Prêmio mais tradicional do esporte paralímpico brasileiro aconteceu em São Paulo e homenageia atletas de 24 modalidades que foram destaque no cenário nacional e internacional.

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No Remo o Troféu Paralímpico 2023 foi para a nossa representante em Tóquio 2021, Diana Barcelos, que em 2023 foi Bi Campeã Brasileira, sexto lugar no Mundial ao lado de Jairo Klug, e segundo lugar na II Copa do Mundo ao lado de Valdeni da Silva Junior.

“Quando falo sobre essa premiação fico emotiva. É a materialização de um ano de muita dedicação, muito esforço. Esporte tem resultados às vezes bons, em outras oportunidades, nem tanto. Já tivemos oportunidade de conseguir uma segunda vaga para o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris, por uma posição não conseguimos. Agora vamos ter uma nova chance na Suíça no próximo ano para carimbar o passaporte, firma Diana"

“É importantíssimo estar aqui, no dia de hoje, premiando os melhores atletas de 2023, um ano histórico para o esporte paralímpico brasileiro. Voltamos dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago com recorde de medalhas. Hoje é o dia de brindar tudo isso que os atletas fizeram em 2023 e já deixar o gostinho do que pode vir em 2024 nos próximos Jogos Paralímpicos”, declarou o vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento.

Nessa sexta(15) é a vez do COB homenagear os melhores do ano no prêmio Brasil Olímpico, que chega a sua 24ª edição na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, com transmissão do Canal Olímpico.

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